UFMT cai em ranking, mas segue entre as 8% melhores do mundo

Centro de Rankings Universitários Mundiais aponta que 87% das instituições brasileiras caíram de posição em relação ao ranking de 2024. Ranking considera critérios como qualidade da educação, empregabilidade dos formados, qualidade dos professores e volume de pesquisa científica.

Mesmo com queda no ranking mundial de universidades, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) continua entre as melhores do planeta. É o que mostra o levantamento de 2025 do Centro de Rankings Universitários Mundiais (CWUR), divulgado na segunda-feira (2). 

O ranking avaliou mais de 21 mil instituições em todo o mundo e mostrou uma queda nas notas da maioria das instituições brasileiras.

A UFMT caiu da 1708ª para a 1745ª posição no ranking global. Apesar disso, manteve o 43º lugar entre as universidades brasileiras, uma posição acima da conquistada em 2024 e três acima da de 2023. Mesmo com o recuo, a instituição segue entre os 8,2% melhores do mundo, segundo o CWUR.

O ranking considera critérios como qualidade da educaçãoempregabilidadedos formados, qualidade dos professores volume de pesquisa científica. No total, mais de 74 milhões de dados foram analisados. 

Entre as universidades brasileiras avaliadas, 87% perderam posições. A principal explicação para essa queda é a falta de investimento e o enfraquecimento da produção científica. A competição com países que vêm investindo pesado em ciência e inovação também é um desafio. 

No recorte da América Latina e Caribe, a UFMT passou do 83º para o 84º lugar. Em produção científica, caiu da posição 1632ª para a 1668ª. 

Em nota, a UFMT ressaltou seu compromisso com a excelência no ensino, pesquisa e extensão. A universidade destacou que, entre cerca de 2,5 mil instituições de ensino superior do Brasil, apenas 55 foram incluídas no ranking e ela está entre elas.